Segurança: por que somos tão vulneráveis?

Muitos dos assaltos a condomínios residenciais poderiam ser evitados com a utilização correta dos procedimentos e equipamentos de segurança

O crescimento dos assaltos a condomínios residenciais em São Paulo reflete uma situação que, infelizmente, já ocorre com freqüência em estabelecimentos comerciais, escritórios e empresas: a vulnerabilidade diante de ladrões preparados.

Praticamente todos os condomínios eram propriedade de moradores de classe média-alta, equipados com os mais modernos recursos de proteção disponíveis. Então, o que aconteceu de errado?

Na maioria dos casos, o que havia era uma falsa sensação de segurança. A simples instalação de alguns equipamentos sem projeto adequado, adquiridos sem a preocupação de desempenho e qualidade, costuma ser um dos erros mais comuns. Sentindo-se protegidos por causa das câmeras e alarmes, porteiros e zeladores acabam por cair nos truques mais prosaicos usados pelos ladrões. Desde fingir conhecer um morador até usar um automóvel idêntico ao de um condômino para entrar sem despertar desconfiança.

Fica claro que, além de treinar os funcionários, é essencial estabelecer normas e procedimentos de segurança que devem ser seguidos e respeitados por todos, principalmente por moradores (no caso das residências), gestores e proprietários (empresas).

Se esses dois critérios forem implementados e seguidos, aí sim o investimento em equipamentos poderá se constituir em uma poderosa arma contra furtos, roubos e assaltos. Com os avanços da tecnologia nessa área, já é possível encontrar sistemas e soluções específicos, com recursos que multiplicam a capacidade de vigilância e a tornam muito mais eficaz. Alguns exemplos são:

  • Circuito Fechado de TV (CFTV): utilizado para monitorar espaços, vigiar pessoas, registrar eventos e antecipar ou inibir um roubo. O usuário pode programar o sistema para que as câmeras façam uma ronda automática, percorrendo todos os pontos críticos da casa/empresa em determinados períodos. As imagens são gravadas digitalmente, eliminando as fitas VHS e facilitando a consulta posterior. Há também a possibilidade de transmitir as imagens pela internet, o que permite ao usuário acompanhar o monitoramento em qualquer computador que tenha acesso à internet. No seu escritório, ele pode monitorar o que está acontecendo na sua casa, ou vice-versa, podendo inclusive ampliar as imagens e movimentar as câmeras, bastando utilizar o teclado e o mouse.
  • Controle de acesso (catracas, torniquetes, eclusas, cancelas): permite o acesso às pessoas autorizadas, reconhecidas previamente, com controle de privilégios quanto a horário, local ou dia. O sistema permite a entrada de moradores em todas as dependências do condomínio e restringe a entrada de prestadores de serviço somente à recepção ou a área indicada. Por meio desse sistema, mesmo que os ladrões consigam dominar o porteiro, não conseguiriam ter acesso a outras dependências do condomínio.
  • Monitoramento de alarmes ou centrais de alarme (detectores de presença, sensores de perímetro): acionam alarme de intrusão ou violação de perímetro, registram o evento e solicitam apoio externo (polícia ou equipe de segurança). Caso os ladrões tentem enganar a portaria se fingindo passar por moradores, é possível disparar um alarme assim que a sua presença é detectada.
  • Proteção de ativos ou detectores de furtos (sistema de vigilância eletrônica de mercadorias): composto por uma etiqueta antifurto, que dispara um alarme caso passe por um sensor sem ser desativada. Sistema de segurança utilizado pelo varejo e por empresas, para inibir furtos de produtos de alto valor, fácil revenda ou importância estratégica.

Esses equipamentos também podem ser empregados de forma integrada. Um exemplo é ligar o sistema de controle de acesso com o CFTV. Por exemplo, se um encanador vai consertar um vazamento no prédio só terá acesso às áreas que levam ao local indicado, enquanto câmeras acompanham todo o seu percurso. Se for um ladrão disfarçado, será descoberto na primeira atitude suspeita que tiver.

Para funcionar com eficiência esperada, esses equipamentos precisam ser instalados com o planejamento e supervisão de empresas especializadas, que vão analisar e propor a melhor solução de acordo com as necessidades de cada caso. Esse é outro aspecto de segurança que vem sendo negligenciado por muitos condôminos e empresários, que priorizam o preço dos equipamentos na hora de investir. A conseqüência dessa escolha, infelizmente, está ganhando destaque nas páginas policiais dos jornais.

José Carlos Hollaender, gerente de vendas da Plastrom Sensormatic, empresa especializada em soluções eletrônicas de segurança.

* José Carlos Hollaender

Tags:

Quer compartilhar essa página?

Os comentários estão fechados.